12 março, 2012

Professores da minha Vida

Até uma certa idade, sempre que pensava em professores vinha-me à mente um pensamento escuro e negativo.
Não tenho boas memórias do meu tempo passado na escola primária e talvez por isso, as recordações da minha professora não sejam as melhores.
Por mil e uma razões nunca gostei de tal pessoa, e hoje, no alto dos meus quase 30 anos, continuo com a mesma opinião!
Eu era uma criança reservada, tímida e pacata. Com muitos poucos amigos, ou quase mesmo nenhuns. Muito chorona, muito tristinha. Enfim... uma desgraça. Mas eu era assim quando tinha 6, 7, 8 e 9 anos!
Nas pausas das aulas a minha professora levava-me com ela para o café. Até hoje sempre achei que ela devia tentar integrar-me, em vez de me afastar dos outros. Não é preciso ser muito inteligente para saber que o afastamento é o pior que se pode fazer a uma criança que por si só, já não é sociável.
Enfim. Essa marcou-me negativamente.
Depois mudei de escola, vieram novos colegas, novos professores, novas disciplinas.
Até ao 9º ano alguns professores me marcaram. Vou referir apenas os mais positivos!
Lembro-me da minha professora de ciências do 7º ano, era alta e eu achava-a bonita. Sempre achei que não explicava bem a matéria, contudo, sempre a olhei como uma professora exemplar. Era simpática, esforçava-se por ajudar os alunos com mais dificuldades e não era injusta!
No 9º ano conheci uma nova professora de matemática. Era magrinha e muito bonita também (até parece que só tive professoras bonitas, lol). Tinha uma paciência de santa, e a meio do ano engravidou! A pequena iria chamar-se Margarida (curiosamente o meu 2º nome). Eu que adorava Matemática, adorava também aquela professora, que desenhava cada número com uma beleza tal que mais pareciam pequenas obras de arte.
No secundário o professor que mais me marcou foi o de psicologia, ainda hoje o recordo, com imensa pena de não ter tido mais contacto com tal pessoa.
O meu professor chamava-se José Guapo, era o único professor de psicologia na minha escola. Divertido, sempre bem disposto e brincalhão. Quando ficava de mau humor, ui... Mas adorava as aulas dele. Foi na altura mais complexa da minha vida que o conheci. Foi nessa época que a adolescência me bateu em força. Trajava de negro, ouvia música rebelde e não me penteava (estas 2 últimas ainda hoje mantenho).
Já na faculdade, recordo um professor cujo nome já esqueci. O grande conhecedor do D. Sebastião e que falava de História como quem conta pequenos contos a uma plateia de alunos sempre atentos.
Curiosamente recordo com a mesma intensidade os melhores e os piores professores que passaram pela minha vida. Os insonsos, os banais, alguns já se esvaneceram na minha memória.

2 comentários:

Vera, a Loira disse...

Eu recordo bastantes deles, mais os que me marcaram de forma positiva.

vanessa disse...

Voto no Guapo! :)