15 janeiro, 2010

Palavras cruzadas

No café sentava-me e começava a fazer as palavras cruzadas. Com a esperança tola, que se tu entrasses pela porta, te sentasses a meu lado. Juntos podíamos fazer milhares de palavras cruzadas.
E acontecia. Era inevitável, um café, várias mesas, mas apenas um jornal. E lá vinhas tu, com aquele sorriso tão próprio, o odor inconfundível. De tal modo intenso que se inspirasse profundamente poderia sentir-te a quilómetros de distância.
Ainda hoje o sinto, mas já nada me diz. Apenas um lembrança de alguém que um dia foste para mim, mais que um simples companheiro de palavras cruzadas.

2 comentários:

Vanessa disse...

Eh, eh! Também me recordo das palavras cruzadas e tenho saudades dos "palmieres" recheados/ com chocolate... hum...

Carlos Sampaio disse...

hum... Um odor inconfudível que se sente à distância? Alguém a precisar de um banho? eheheh